PENSO, LOGO, BLOGO!

Blog inserido no debate político e de fatos importantes do Município de Londrina (y otras cositas más), que pretende trazer a visão desta jornalista e cidadã londrinense. Lorena Pires Rostirolla (MTB/PR 2.943)

29 de set de 2012

Que cultura é essa, cara-pálida?

Não pude deixar de reproduzir:

De Mario Fragoso, no Facebook

Que cultura é essa, cara-pálida?

  Dia desses paro na frente da tevê pra assistir a propaganda eleitoral gratuita. Não é por ali que decido meus votos; mas, de tempos em tempos, confiro as bobagens veiculadas. E daí o sobrinho do senhor rouba, mas faz apresenta "seus" planos para a cultura. Nossa, o cara tem planos até para a cultura? Presto atenção. Da primeira vez, o redator pago com os R$ 186 milhões desviados da venda das ações da Sercomtel, pra mostrar o quando o candidato se interessa pela cultural local, lista alguns eventos importantes. Filo, Festival de Música, de Dança. No dia seguinte, o mesmo texto foi ao ar acrescido do Festival Literário. Quase acreditei que o candidato tem familiaridade com livros, que não o caixa 2.
  A ausência de compreensão do que seja cultura, porém, tornou-se nítida quando o boneco de ventríloquo do tri-ladrão, enquanto falava do tema, tinha ao fundo uma cena do filme "Mudança de hábito", estrelado pela genial Woopy Goldberg. Assisti ao filme. Também gosto de cinema de entretenimento. Mercadoria produzida pela indústria cultural com o objetivo único de gerar lucro. Faço parte do Conselho de Cultura de Londrina e não me lembro, pelo menos nas reuniões que participei, de termos discutido a indústria cinematográfica made in USA. Ela não tem nada a ver com a cultura londrinense. Conheço a maior parte dos profissionais que trabalham na campanha do sobrinho e sei que são capazes de explicar ao candidato, nem que seja preciso desenhar, o que seja a cultura londrinense.
  Chamo a atenção, neste caso, principalmente dos produtores e agentes culturais londrinenses, sobre o que está acontecendo em nossa cidade nestas eleições. Cabe-nos, já que temos a pretensão de ver e interpretar o mundo de forma crítica, arregaçar as mangas, procurar as melhores palavras e os argumentos adequados para tentar contribuir no sentido de que Londrina não engate a marcha-à-ré nestas eleições. A única cultura que a esta gente interessa é a da coisa mal feita. Da obra superfaturada. Da janela da maternidade que enferruja poucos anos depois de edificada já que construída com material de qualidade duvidosa. 
  Eu não quero isso pra cidade onde o Giovanni, 6 anos, caminha e se educa para a vida. Nossas crianças não podem crescer acreditando que o roubo faz parte das atribuições dos políticos. Tem que fazer. Tem que fazer bem feito e de acordo com as necessidades da população. E tem que fazer sem roubar. Simples. Esta é a cultura que reivindico pra cidade que escolhi pra ver meus filhos crescerem, pegar os netos no colo se viver o suficiente pra isso e encerrar os meus dias.

27 de set de 2012

Incrível

Questão: Sabe o que é incrível?

Resposta: É incrível que eu, uma londrinense de quase meio século de idade (rsrs... cruzes... mas é isso mesmo) nunca tenha recebido um telefonema, em período eleitoral, de qualquer instituto de pesquisa.

24 de set de 2012

Não resisti (2)

De Paulo Briguet em Com o Perdão da Palavra:

Três palavras


“Entre a desonra e a guerra, eles escolheram a desonra – e terão a guerra.”

(Palavras proféticas de Winston Churchill, herói da humanidade, depois do Pacto de Munique, assinado em 1938 por Chamberlain e Daladier com Hitler e Mussolini.)

******


Existem três palavras importantes e perigosíssimas: união, paz e família.

Não há dúvida de que a união é uma coisa desejável. Nossa cidade, hoje mais do que sempre, necessita de união para se recuperar dos terríveis acontecimentos políticos dos últimos anos. Mas é preciso perguntar: união com quem e para quê? De certos tipos de união, o melhor é guardar distância. Nunca é demais lembrar que os membros de uma quadrilha são unidos entre si. Quem não sabe se separar do que é mau não tem condições de saber o que é bom. Pregar a união sem propósito, a união sem critérios, a união a qualquer preço, a união do balaio de gatos, é dar sopa a enganadores e criminosos. Eu não quero me unir a eles; e imagino que vocês, meus sete leitores, também não queiram.

E que homem sensato poderia ser contra a paz? É um valor tão importante que está nas primeiras palavras de Jesus após a ressurreição: “A paz esteja convosco”. Um dos cumprimentos mais solenes em toda a tradição judaico-cristã é exatamente este: Shalom. No entanto, ai daquele que confundir a paz com a covardia! Acaso os mensaleiros de Brasília ou os corruptos de Londrina devem ser deixados em paz para agir livremente? É óbvio que não. Quem ama a paz, arma-se para a guerra.

Família é outro conceito fundamental, não apenas em nosso tempo, mas em toda a história da humanidade. Sem ela, viveríamos no mais absoluto caos.

Porém, os mafiosos e os corruptos também cultivam valores familiares: defendem as suas famílias tentando controlar ou, nos casos extremos, destruir as famílias alheias. Por isso, eu não acredito em políticos paternalistas que prometem cuidar da minha família como se tivessem direito a isso. O governo não é pai patrão: ele não tem direito de interferir na educação do meu filho, na forma como eu gasto o meu dinheiro ou nas minhas opiniões pessoais. Os políticos não “cuidam” de ninguém; nós é que precisamos ter cuidado com eles.

União, paz, família. Três palavras valiosas demais para que sejam deixadas nas mãos dos políticos.

Não resisti (1)

Não resisti e republico aqui.

De Reinaldo Zanardi no Letras Crônicas:


Inquietudes (137) do Rei


Londrina: 1997-2000. Prefeito preso. Preso e afastado. Prefeito cassado. Cidade envergonhada.
Londrina: 2009-2012. Prefeito acusado. Prefeito cassado. Prefeito preso. Cidade sem prefeito. Cidade envergonhada. 
Eleições 2012. Quem lidera as pesquisas? Cidade desavergonhada.

15 de set de 2012

Mais um tempinho...

Bem, como estou fazendo um freela, porque a coisa tá feia aqui em casa...rs... não vou poder passar hoje as minhas impressões sobre o debate da Paiquerê AM com os candidatos e a candidata a prefeito(a) de Londrina.

Farei isso amanhã.

No entanto, quero registrar que gostei do debate, porque foi mais quente que os anteriores.

Aqui também quero aproveitar para deixar o meu abraço ao Ganchão (José Maschio), um dos jornalistas escolhidos para participar e que não encontro há muito tempo.

Para quem quer saber mais como foi esse debate, recomendo o Baixo Clero, do jornalista Fábio Silveira.

6 de set de 2012

Encerrada a sessão na Câmara de Londrina

E o Ribeiro tem um folego pra pensar melhor se vai ou se fica.

De qualquer forma o bicho pega.

E o pior...

Como todos os outros partidos estão em campanha, ninguém tem coragem de expressar publicamente o seu repúdio ao caos que se instalou em Londrina.

A desculpa: "Vão dizer que estamos fazendo isso porque estamos em campanha."

Pois que estejam. Deveriam se pronunciar enquanto aparelhos políticos que são.

E estou falando de todos os partidos.

Sem exceção.

23 de ago de 2012

Tarde da noite

Mais uma vez o sono foge e o incrível é que estou exausta. Mais incrível ainda é saber que esta exaustão é que causa minha insônia. É que é uma exaustão emocional.

Deito na cama e, ao invés de carneirinhos, os bichos que pulam a cerca são os meus problemas.

Passa um e eu falo - como Scarlet O'Hara - : "Bom, não vou pensar nisso agora. Amanhã é outro dia. Amanhã eu resolvo."

E aí vem outro problema pular a cerca.

Rezo um Pai Nosso e uma Ave Maria ( essas duas orações me acalmam, de vez em quando) e peço paz para mim e para aqueles a quem amo.

Mas nada de relaxar.

Puts, acabo de me lembrar: amanhã é dia de faxina e a Rosi chega às sete da manhã.

Caramba, agora é que não durmo, mesmo.

4 de ago de 2012

Por Reinaldo Zanardi:

Eleição após eleição

Em período eleitoral, voltam a repetir as cenas de sempre. De um lado, os cabos eleitorais (pagos ou convictos) gritando a honestidade de seus candidatos. De outro lado, os cabos eleitorais dos outros (pagos ou convictos) apontado a corrupção dos concorrentes e escondendo os podres de seus.

Os postulantes a um cargo público juram inocência; pregam honestidade; apregoam ética e dignidade; prometem trabalhar arduamente para a coletividade, representando o interesse da maioria, os interesses coletivos da sua comunidade.

Os grandes partidos políticos funcionam como pára-raios angariando siglas nanicas, agremiações de aluguel, mero apoio para completar o tempo da TV num exercício de exaltação das qualidades do candidato majoritário, mesmo que não as tenha.

A imprensa mascara a informação ressaltando os defeitos dos candidatos que não representam seus projetos e esconde os escândalos dos seus aliados. O jornalismo vira propaganda política e o eleitor arrota o noticiário, sem digestão completa.

Eleição após eleição surgem cientistas políticos, alçados à condição de especialistas em qualquer coisa, que dão dicas de como o eleitor deve votar; como escolher o melhor candidato; como analisar uma plataforma de governo e como buscar informações sobre as coligações.

Há muito tempo, os partidos - para conquistar e manter o poder - tornaram-se muito parecidos, sendo difícil distinguir as diferenças. Os dois maiores - PT e PSDB - trocam acusações mútuas de corrupção. Ambos têm razão. Existem desvios de recursos e de conduta nos dois governos. Petistas e tucanos, neste sentido, são assemelhados. O que pode diferir é o tamanho do rombo provocado por eles.

Como desvio é desvio, não interessa se o buraco do outro é maior. Do ponto de vista conceitual, buraco é buraco. O que vai variar é a pena a ser cumprida por quem o cavou. Tudo bem que a justiça não é tão justa quando preconiza e quanto deveria ser.

Se os partidos políticos são parecidos no item conquista e manutenção do poder como analisar a ficha biográfica (ou policial) para escolher o que deve governar por quatro anos? Atrevo-me a uma sugestão: o projeto político que representam e colocam em prática.

Não falo, não peço que meçam esse projeto político pelo programa eleitoral. Afinal, a maioria dos candidatos escreve aquilo que o eleitor quer ler e nem sempre as propostas feitas são exequíveis. Depois de eleitos, as promessas caem no vazio da memória seletiva do eleitor.

Sugiro que os projetos político-partidários sejam analisados pelo seu histórico de propostas à frente do executivo. Geralmente, partido conservador defende o estado mínimo, adora fazer graça para o empresariado com dinheiro público e constrói grandes obras para ter visibilidade.

Geralmente, partido progressista aposta nas políticas afirmativas, distribuindo renda, adora fazer graça com trabalho em rede para proteção ao cidadão e também faz pirotecnias para ter visibilidade política.

E o que tem o eleitor a ver com isso? Ele precisa verificar com qual projeto se identifica e defende para si e os seus. Representante intrínseco do empresariado não representa direitos do trabalhador. Representante intrínseco do trabalhador não representa direitos do empresariado. Não se enganem!

Para ser explicitamente explícito, um exemplo: candidatos eleitos pelo do MST não representam os interesses dos latifundiários do DEM. Assim, como os latifundiários democratas não representam os interesses do MST.

Formar a própria opinião exige um esforço grande de pesquisa, reflexão e confrontação de ideias. A formação da opinião mescla aspectos como experiência pessoal, quantidade e, principalmente, qualidade de informação.

E não devemos confundir opinião pública com opinião tornada pública por meia dúzia de colunistas. Esses despejam suas opiniões e convicções pessoais para o público (opinião tornada pública) como se fossem da maioria (opinião pública).

Se formos politizados na análise e na escolha dos candidatos que representam os projetos que nos satisfazem, poderemos ter governos melhores. Eleição após eleição.

Do blog Letras Crônicas, de Reinaldo Zanardi (jornalista)

3 de ago de 2012

Prefeituráveis de Londrina (4)

E...



Para o Alexandre Kireeff (PSD) sobre sua atuação no geral:


"Seria interessante se o candidato fizesse um curso sobre Gestão Pública e Direito Administrativo, pois não dá para aplicar os princípios da iniciativa privada (que aliàs não é tão boazinha e certinha assim) no serviço público. A iniciativa privada visa lucro para poucos, enquanto a gestão pública visa um lucro social, ou seja , para toda a coletividade."

O comentário poderia ser feito por qualquer candidato(a).

Prefeituráveis de Londrina (2)


E ainda...

Para o Valmor (PSOL) quando falou da última administração do PT para a candidata Márcia Lopes (PT):


"Só tenho a dizer que entre um prefeito cassado e outro, tivemos duas gestões do PT (eleição e reeleição) com um prefeito que não foi cassado."

A resposta seria da Márcia Lopes.

E agora!?!?

Eu que acompanhei ativamente o processo de cassação de 2000, hoje, afastada politicamente dos acontecimentos (por vontade própria, que fique bem claro), percebi a diferença de participação popular na segunda-feira (30/07) quando da cassação do prefeito Barbosa Neto.

Será que ninguém viu? Foi um evento morno. E dentro da prefeitura parecia que os(as) servidores(as) estavam anestesiados(as).

Tudo continuava na maior normalidade como se o que estivesse ocorrendo não tivesse a ver com a vida de todos(as) os(as) londrinenses e, especialmente, de todos(as) os servidores(as).

Nos dois dias seguintes a preocupação dos(as) servidores(as) era mais com relação a salário: Será que vamos receber nossos pagamentos nos últimos meses deste ano?

Enfim, ontem e hoje, os(as) trabalhadores(as) da prefeitura começaram a se perguntar sobre os próximos passos dessa administração que já começa a governar, na minha opinião, como um  governo de transição - o que não está errado do ponto de vista deles(as), já que o partido do prefeito Joaquim Ribeiro, o PSC, está na maior coligação, com 14 partidos, dentre as seis candidaturas a prefeito(a) de Londrina.

E agora!?!?!

E agora o burburinho é grande.

Minha opinião é que o prefeito Joaquim Ribeiro vai ter muita dor de cabeça e os(as) servidores(as) vão ter de enfrentar um final de mandato com um governo com grandes disputas internas de poder, graças à miscelânea partidária em pleno período eleitoral.

Vamos ver no que vai dar quando for fechada a nova equipe de governo.


30 de jul de 2012

Mais um capítulo

Hoje, dia 30 de julho, mais um triste capítulo se encerra. Fico triste em ver Londrina passar por isso novamente.

Fico pensando se aqui terminam também os meus problemas. Fiquei muito tempo afastada do meu blog. Por desânimo e por medo.

Decidi há dois anos e meio me afastar da política partidária. Desencantada e desanimada com muitas coisas, respondi a um apelo dos meus filhos e me recolhi ao exercício da minha comum cidadania. Deixei de militar, mas não deixei de pensar e de agir de forma correta. E, lógico, continuei a fazer política. Mas outro tipo de política, por meio do meu trabalho enquanto servidora pública municipal.

Agora sinto que minhas amarras foram afrouxadas e posso voltar a falar.