PENSO, LOGO, BLOGO!

Blog inserido no debate político e de fatos importantes do Município de Londrina (y otras cositas más), que pretende trazer a visão desta jornalista e cidadã londrinense. Lorena Pires Rostirolla (MTB/PR 2.943)

23 de ago de 2012

Tarde da noite

Mais uma vez o sono foge e o incrível é que estou exausta. Mais incrível ainda é saber que esta exaustão é que causa minha insônia. É que é uma exaustão emocional.

Deito na cama e, ao invés de carneirinhos, os bichos que pulam a cerca são os meus problemas.

Passa um e eu falo - como Scarlet O'Hara - : "Bom, não vou pensar nisso agora. Amanhã é outro dia. Amanhã eu resolvo."

E aí vem outro problema pular a cerca.

Rezo um Pai Nosso e uma Ave Maria ( essas duas orações me acalmam, de vez em quando) e peço paz para mim e para aqueles a quem amo.

Mas nada de relaxar.

Puts, acabo de me lembrar: amanhã é dia de faxina e a Rosi chega às sete da manhã.

Caramba, agora é que não durmo, mesmo.

4 de ago de 2012

Por Reinaldo Zanardi:

Eleição após eleição

Em período eleitoral, voltam a repetir as cenas de sempre. De um lado, os cabos eleitorais (pagos ou convictos) gritando a honestidade de seus candidatos. De outro lado, os cabos eleitorais dos outros (pagos ou convictos) apontado a corrupção dos concorrentes e escondendo os podres de seus.

Os postulantes a um cargo público juram inocência; pregam honestidade; apregoam ética e dignidade; prometem trabalhar arduamente para a coletividade, representando o interesse da maioria, os interesses coletivos da sua comunidade.

Os grandes partidos políticos funcionam como pára-raios angariando siglas nanicas, agremiações de aluguel, mero apoio para completar o tempo da TV num exercício de exaltação das qualidades do candidato majoritário, mesmo que não as tenha.

A imprensa mascara a informação ressaltando os defeitos dos candidatos que não representam seus projetos e esconde os escândalos dos seus aliados. O jornalismo vira propaganda política e o eleitor arrota o noticiário, sem digestão completa.

Eleição após eleição surgem cientistas políticos, alçados à condição de especialistas em qualquer coisa, que dão dicas de como o eleitor deve votar; como escolher o melhor candidato; como analisar uma plataforma de governo e como buscar informações sobre as coligações.

Há muito tempo, os partidos - para conquistar e manter o poder - tornaram-se muito parecidos, sendo difícil distinguir as diferenças. Os dois maiores - PT e PSDB - trocam acusações mútuas de corrupção. Ambos têm razão. Existem desvios de recursos e de conduta nos dois governos. Petistas e tucanos, neste sentido, são assemelhados. O que pode diferir é o tamanho do rombo provocado por eles.

Como desvio é desvio, não interessa se o buraco do outro é maior. Do ponto de vista conceitual, buraco é buraco. O que vai variar é a pena a ser cumprida por quem o cavou. Tudo bem que a justiça não é tão justa quando preconiza e quanto deveria ser.

Se os partidos políticos são parecidos no item conquista e manutenção do poder como analisar a ficha biográfica (ou policial) para escolher o que deve governar por quatro anos? Atrevo-me a uma sugestão: o projeto político que representam e colocam em prática.

Não falo, não peço que meçam esse projeto político pelo programa eleitoral. Afinal, a maioria dos candidatos escreve aquilo que o eleitor quer ler e nem sempre as propostas feitas são exequíveis. Depois de eleitos, as promessas caem no vazio da memória seletiva do eleitor.

Sugiro que os projetos político-partidários sejam analisados pelo seu histórico de propostas à frente do executivo. Geralmente, partido conservador defende o estado mínimo, adora fazer graça para o empresariado com dinheiro público e constrói grandes obras para ter visibilidade.

Geralmente, partido progressista aposta nas políticas afirmativas, distribuindo renda, adora fazer graça com trabalho em rede para proteção ao cidadão e também faz pirotecnias para ter visibilidade política.

E o que tem o eleitor a ver com isso? Ele precisa verificar com qual projeto se identifica e defende para si e os seus. Representante intrínseco do empresariado não representa direitos do trabalhador. Representante intrínseco do trabalhador não representa direitos do empresariado. Não se enganem!

Para ser explicitamente explícito, um exemplo: candidatos eleitos pelo do MST não representam os interesses dos latifundiários do DEM. Assim, como os latifundiários democratas não representam os interesses do MST.

Formar a própria opinião exige um esforço grande de pesquisa, reflexão e confrontação de ideias. A formação da opinião mescla aspectos como experiência pessoal, quantidade e, principalmente, qualidade de informação.

E não devemos confundir opinião pública com opinião tornada pública por meia dúzia de colunistas. Esses despejam suas opiniões e convicções pessoais para o público (opinião tornada pública) como se fossem da maioria (opinião pública).

Se formos politizados na análise e na escolha dos candidatos que representam os projetos que nos satisfazem, poderemos ter governos melhores. Eleição após eleição.

Do blog Letras Crônicas, de Reinaldo Zanardi (jornalista)

3 de ago de 2012

Prefeituráveis de Londrina (4)

E...



Para o Alexandre Kireeff (PSD) sobre sua atuação no geral:


"Seria interessante se o candidato fizesse um curso sobre Gestão Pública e Direito Administrativo, pois não dá para aplicar os princípios da iniciativa privada (que aliàs não é tão boazinha e certinha assim) no serviço público. A iniciativa privada visa lucro para poucos, enquanto a gestão pública visa um lucro social, ou seja , para toda a coletividade."

O comentário poderia ser feito por qualquer candidato(a).

Prefeituráveis de Londrina (2)


E ainda...

Para o Valmor (PSOL) quando falou da última administração do PT para a candidata Márcia Lopes (PT):


"Só tenho a dizer que entre um prefeito cassado e outro, tivemos duas gestões do PT (eleição e reeleição) com um prefeito que não foi cassado."

A resposta seria da Márcia Lopes.

E agora!?!?

Eu que acompanhei ativamente o processo de cassação de 2000, hoje, afastada politicamente dos acontecimentos (por vontade própria, que fique bem claro), percebi a diferença de participação popular na segunda-feira (30/07) quando da cassação do prefeito Barbosa Neto.

Será que ninguém viu? Foi um evento morno. E dentro da prefeitura parecia que os(as) servidores(as) estavam anestesiados(as).

Tudo continuava na maior normalidade como se o que estivesse ocorrendo não tivesse a ver com a vida de todos(as) os(as) londrinenses e, especialmente, de todos(as) os servidores(as).

Nos dois dias seguintes a preocupação dos(as) servidores(as) era mais com relação a salário: Será que vamos receber nossos pagamentos nos últimos meses deste ano?

Enfim, ontem e hoje, os(as) trabalhadores(as) da prefeitura começaram a se perguntar sobre os próximos passos dessa administração que já começa a governar, na minha opinião, como um  governo de transição - o que não está errado do ponto de vista deles(as), já que o partido do prefeito Joaquim Ribeiro, o PSC, está na maior coligação, com 14 partidos, dentre as seis candidaturas a prefeito(a) de Londrina.

E agora!?!?!

E agora o burburinho é grande.

Minha opinião é que o prefeito Joaquim Ribeiro vai ter muita dor de cabeça e os(as) servidores(as) vão ter de enfrentar um final de mandato com um governo com grandes disputas internas de poder, graças à miscelânea partidária em pleno período eleitoral.

Vamos ver no que vai dar quando for fechada a nova equipe de governo.