PENSO, LOGO, BLOGO!

Blog inserido no debate político e de fatos importantes do Município de Londrina (y otras cositas más), que pretende trazer a visão desta jornalista e cidadã londrinense. Lorena Pires Rostirolla (MTB/PR 2.943)

13 de mai de 2016

#governoilegítimo #retrocessoimperanoBrasil

Aterrada em ver pessoas que "considerava", comemorando o afastamento da presidente, sem se aperceber o quanto serão prejudicadas por este governo ilegítimo que se instala. Prejudicadas, não apenas pelas alterações para pior nas políticas públicas, mas - algumas - no seu trabalho, em implementá-las.
 
Então, além da desastrosa medida provisória que extingue os Ministérios da Cultura, das Comunicações, das Mulheres, Igualdade racial e Direitos humanos e que promove um verdadeiro retrocesso, temos também a extinção do Ministério do Desenvolvimento Agrário que passa agora a compor o Ministério do Desenvolvimento Social - que deixou de ser também de Combate à Fome mostrando a que vem essa nova política - que passa a se chamar Ministério de Desenvolvimento Social e Agrário, tendo à frente um inexpressivo Osmar Torres (PMDB-RS) que, de política de desenvolvimento social e agrário não se acha vinculação nenhuma ao ser pesquisado na internet.e com atuação pífia como deputado federal (deem uma olhada nos projetos ??? apresentados por ele na Câmara Federal).
 
Aí, para piorar ainda mais a situação, para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, quem é escolhido? Blairo Maggi (PP-MT). E havia quem reclamasse da Kátia....kkkkk. Pois vai aí um pouquinho desse "....":
(Do wikipedia.org: Blairo Borges Maggi (Torres, 29 de maio de 1956) é um agrônomo, empresário e político brasileiro conhecido como o "rei da soja". Senador pelo estado do Mato Grosso...
...Em 2005, quando governador, Maggi foi considerado pelos ambientalistas como um dos maiores promotores do desmatamento e da destruição da Floresta Amazônica.)
 
É, POLÍTICAS DE AGRICULTURA FAMILIAR. AGUARDEM!!!
 
Isso sem falar da questão ambiental.
 
Mas, para acabar mesmo, é ter à frente do Ministério da Saúde, ninguém menos que Ricardo Barros (PP-PR), da família Barros aqui do nosso Estado e da qual conhecemos muito bem a fama e os processos de Maringá (Ainda do wikipedia.org: Barros é investigado por suposta fraude em licitação para publicidade realizada em 2011, no segundo mandato de seu irmão-fantoche, Silvio Barros II (PHS), como prefeito de Maringá.)
 
PORÉM, MESMO COM TUDO ISSO A NOS ATROPELAR E INDIGNAR, EU CONTINUO A PERGUNTAR:
 
TEMOS UMA PRESIDENTE AFASTADA, MAS QUE AINDA NÃO FOI DESTITUÍDA, ESSE GOVERNO ILEGÍTIMO PODE FAZER TODAS ESTAS ALTERAÇÕES NA ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DO GOVERNO BRASILEIRO?
 
ALGUM(A) JURISTA ME RESPONDA. SE FOR "LEGAL", COM CERTEZA NÃO É MORAL.

22 de abr de 2016

Violentada, ultrajada e do Brasil



À parte as questões políticas (sem esquecer que tudo faz parte do jogo político) geradoras da situação de golpe pela qual o Brasil passa e indignada com fatos que estão atravessados em minha garganta, tirei um tempo para despejar as palavras que turbilhonam minha mente.

"Vai tomar no cu", "puta", "vaca comunista", "anta", "bandida" - sem contar outros ainda piores -, são alguns dos xingamentos que Dilma Rousseff tem se obrigado a engolir, mantendo a pose na Presidência da República e o respeito ao seu cargo.

E nós, educadas que somos, vamos engolindo junto, não sem perceber que cada palavrão nos atinge diretamente como mulheres.

Em um país considerado um dos mais machistas do mundo somos obrigadas a ser violentadas, não apenas em nossas casas, por nossos companheiros, pais, filhos e homens que circulam em nosso convívio social, mas midiaticamente e virtualmente.

Mais que os palavrões, políticos que deveriam representar seus eleitores - dentre eles muitas mulheres - reafirmam a cultura do macho. O "tchau, querida" em cartazes verde e amarelo empunhados pelos golpistas no Congresso Nacional durante a votação do impeachment, no domingo (15/04), foi uma demonstração. Fosse um homem o presidente, não veríamos um "tchau, querido".

Não satisfeitos em vilipendiar a imagem e a figura da autoridade máxima brasileira, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) mirou a presidenta e, apesar de acertar todos e todas as vítimas da ditadura civil e militar (1964-1985), atingiu diretamente Dilma, que deve ter (re)sentido todas as torturas pelas quais passou nas mãos de torturadores naqueles minutos em que pairou silêncio absoluto em uma das salas de reunião do Palácio do Planalto.

Ao expor seu apreço e posição favorável à ditadura: "perderam em 1964 e agora em 2016", este homem atingiu seriamente conceitos que  trazem no nome o gênero feminino como "Soberania", "Nação" e "Pátria" e mostrou sua "cara" fascista e perigosa.

Acintosamente, ao homenagear o torturador "oficial" Brilhante Ustra, esse pulha sabia o mal estar que iria causar e o pavor que reverberaria em todos(as) os(as) que foram suas vítimas, suas famílias e amigos(as). Mas sabia mais, que aquilo atingiria diretamente Dilma. Ouso dizer que senti como que uma ameaça a ela.

Seguiu-lhe os passos o filho e também deputado federal, Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), que em seu breve momento de "glória" vomitou "pelos militares de 64".

Não bastasse tudo isso, Veja, a revista mais escrota do Brasil, indignou milhares (se não milhões) de mulheres brasileiras com o artigo (PASMEM) de uma mulher (Juliana Linhares) sobre Marcela Temer com o título: "Bela, recatada e do lar", que torna óbvia mensagem às brasileiras e à Dilma de que mulher no Brasil:

1º) No mais alto posto do poder executivo - a Presidência da República - a reserva do posto de primeira dama como devendo ser o único e exclusivo anseio de uma mulher;

2º) Não adianta lutar ou buscar os espaços de poder. Eles devem continuar sob as asas masculinas; e,

3º) É assim que todas as mulheres (TODAS, SEM EXCEÇÃO) devem se comportar e é assim que aceitamos que vivam.

Ao mesmo tempo, esse mesmo discurso induz os homens, principalmente os agressores físicos, emocionais e psicológicos, a continuarem e reafirmarem sua práxis machista. Tudo que vai no contraponto às políticas afirmativas do papel atual da mulher na sociedade brasileira.

Por isso, eu posso afirmar nesse desabafo, que todas as agressões e preconceitos que sofri ao longo da minha vida (e olha que não fui torturada pelos militares) têm estado latentes em mim. Não só quando o alvo é Dilma Rousseff, mas também quando o ódio e a intolerância despejam ofensas e agressões às mulheres feministas, às que se levantam contra seus algozes, às que lutam por espaços de poder, às que combatem a violência doméstica, sexual e o feminicídio, às de esquerda, etc...

O pior é que muitas brasileiras reproduzem o discurso e a prática machista. Cegas em sua ignorância, deixam-se manipular e relegam à mulher o papel de procriadoras e à reles função de "amadas" mães e esposas. Violentadas que são por suas próprias pobres concepções do que é ser mulher.

Assim, o título "Bela, recatada e do lar", da Veja, reflete o pensamento macho e patriarcal. Já o meu "Violentada, ultrajada e do Brasil" expõe a realidade pela qual passa, não apenas Dilma Rousseff, mas toda cidadã brasileira hoje.

Imagem retirada do site google.com.br

15 de nov de 2015

Indignar-me?!?! Por quê?



Não posso indignar-me por tudo?

Digam-me: por quê?

Por que não posso sofrer por tudo?

Por que não me sentir impotente diante dos fatos?

Devo eu ser seletiva também?

Porque a tragédia de Mariana (MG) afeta a todos(as), destrói o meio ambiente e também vitimou e ainda irá vitimar muitos,

Porque as mortes em Paris prenunciam uma possível guerra,

Porque líderes mundias do ocidente apostam em guerra e dizimar populações em nome do “Senhor Mercado”,

Porque a comunidade escolar de São Paulo está em protesto e sendo oprimida e reprimida por um Governo incompetente, elitista e privatista,

Porque cerca de dois mil (?) nigerianos da cidade de Gwoza foram assassinados na África em ataque dos insurgentes islamistas do grupo Boko Haram,

Porque mulheres continuam a ser vitimizadas e assassinadas no Brasil e não conseguimos conter o machismo cultural que nos assola,

Porque pessoas não conseguem resolver suas próprias vidas e se assumem como arautos da verdade, quando - na verdade - estão carregados de ressentimento e preconceito e não conseguem conviver com o diferente,

Por que devo escolher qual mazela é pior que outra e não posso avaliar as consequências de cada uma delas?

E não posso me indignar por cada uma delas?

E não posso chorar por cada uma delas?

E não posso me solidarizar com as vidas afetadas por cada uma delas?

E assim, quem sabe, fazer mais que apenas discutir qual a mais importante?

PAREM!!!

ACREDITAR QUE PODEMOS MUDAR ALGO NÃO PODE SER SELETIVO. NÃO PODEMOS E NEM DEVEMOS COMPARTIMENTAR OU FRAGMENTAR TUDO.

Devemos escolher a indignação por tudo e por todos(as). Só assim podemos dar passos para mudar essas realidades.

LORENA PIRES ROSTIROLLA·DOMINGO, 15 DE NOVEMBRO DE 2015

1 de mai de 2015

1º de maio #somostodosastrabalhadoresas

Pensei muito em como iniciar este artigo. Hoje, 1º de maio, é o Dia do Trabalhador, mas depois do massacre aqui no Paraná que mancha a democracia brasileira e fere a cidadania e os direitos de milhares de cidadãos e cidadãs paranaenses, resolvi começar por um pequeno "grande" exemplo: O do meu filho, um estudante de 16 anos que está no terceiro ano do Ensino Médio - e portanto, se preparando, para escolher uma profissão e ingressar no Ensino Superior.

Consciente e solidário aos professores e professoras, ele apoiou a primeira greve e, novamente, entendeu, os motivos da segunda paralisação. Comigo, por todos os meios e pelo facebook, junto a amigos e professores(as), acompanhou tudo o que estava ocorrendo e ainda está acompanhando e acreditando. Continua solidário.

Porém, meu filho, que ainda será um trabalhador, saiu de um período de provas e, mesmo tendo ido muito bem em todas, aguardava apenas a realização de um simulado para fechar o bimestre, quando começou a greve. E eis que, em meio a tudo que estava ocorrendo, meu filho continuava a tirar horas de seu dia para estudar.

Por quê? Porque ele acredita. Ele acredita em seus professores e professoras. Ele acredita na Educação. Ele acredita em si mesmo e em sua capacidade de crescimento.

Sem querer desmerecer os demais trabalhadores e trabalhadoras nesse 1º de maio de 2015, pois todos(as) são fundamentais ao desenvolvimento do país e lutam por sua sobrevivência e por suas categorias, hoje quero render o meu respeito e solidariedade aos professores e professoras públicos, em especial, àqueles que estiveram presentes no massacre promovido pelos atores políticos: o governador do Estado do Paraná, Carlos Alberto Richa (PSDB); o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), o deputado Ademar Luiz Traiano (PSDB); o líder de Governo na ALEP, o deputado Luiz Claudio Romanelli (PMDB); e o secretário do Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná (SESP/PR), Fernando Francischini (Solidariedade).

Rendo meu respeito aos educadores (as), porque até esses quatro atores políticos que citei, passaram por salas de aula, tiveram professores(as). O juiz que concedeu o interdito proibitório também. O comandante e os policiais militarizados, idem. Os atiradores que estavam em cima do prédio tinham mira, porém jamais conseguiriam saber se um(a) de seus(suas) professores(as) poderia estar lá. Os palhaços e palhaças que - do Palácio do Iguaçú - riam dos(as) servidores(as) e professores(as) desesperados correndo para todos os lados, sendo covardemente atingidos por bombas de efeito moral e gás lacrimogênio, balas de borracha e canhões de água, também tiveram professores(as). Aliás, eles devem ter, em suas famílias, algum professor ou professora.

Que vergonha! Que tristeza! Quanta dor! Quantos hoje choram em seus lares? Quantos(as) servidores(as) hoje - 1º DE MAIO - estão se sentindo impotentes, pois foram feridos(as) em seus direitos? Não foram ouvidos(as). Não foram respeitados(as). Foram agredidos(as) e marginalizados(as). Pessoas decentes que contribuem para o desenvolvimento do Estado com o seu trabalho, pagando seus impostos e, uma parcela prestando serviços à população em todas as áreas da Gestão Pública e outra parcela cuidando da Educação dos filhos e filhas paranaenses. Hoje, o 15 de outubro (Dia do Professor) e o 28 de outubro (Dia do Servidor Público) somam-se ao Dia do Trabalhador.

Mas não se enganem. O mesmo golpe que tenta derrubar é o que nos dá força para levantar. Agora não são apenas os(as) trabalhadores(as) do serviço público. São todos(as) os(as) paranaenses que se levantam. E está repercutindo. Todo o Brasil se solidariza. Há movimentos, manifestações e paralizações em outros estados. Não podem mais calar nossa voz e nossas mãos estão se unindo.

Nós, profissionais da comunicação, também não podemos nos calar diante da mídia que está acobertando o massacre e as ações desse (des)governo e, inclusive, de outros como os de São Paulo, Pará e Pernambuco onde também ocorrem greves. Temos que rebater, uma a uma as alegações do escroto Reinaldo Azevedo e seus pares. Precisamos desconstruir o discurso da mídia tradicional e temos força e poder para isso.

Assim como meu filho, EU ACREDITO! Assim como milhares de paranaenses, EU ACREDITO! Estamos de luto, mas somos de luta. Jamais desistiremos.

Por Lorena Pires Rostirolla
Jornalista - MTB/PR 2.943

1 de abr de 2015

Diário da Depressão - Dia 2


Levei muito tempo e foi preciso muita coragem para escrever novamente. Comecei várias vezes. Desisti todas. Pensei em muitos temas. Tenho repensado o dia a dia, a minha história, o passado recente, minhas várias fases, minha infância.


Dessa vez decidi escrever e colocar só no blog. Não vou compartilhar no facebook. Depois do 15 de março - acho que desde o dia 17 - entrei raríssimas vezes e curti pouquíssimas postagens. Acho que a depressão é assim: De altos e baixos. E, sinceramente, estou de baixa mesmo. Não quero aumentar os medicamentos. Não quero ficar grogue. Na verdade, não são só os remédios que me ajudariam a melhorar, mas outras coisas.

Não quero escrever hoje, olhando o que coloquei no dia "1", mas acho que citei minha sobrecarga e responsabilidades e o fato de pedir às pessoas que estão próximas de mim que me ajudem. Minha mãe é uma dessas responsabilidades e por mais que eu explique que preciso de paz e tranquilidade, ela consegue me deixar sempre de sobressalto. Sempre esperando ter de resolver algum problema que ela crie com vizinhos ou outras pessoas - e há que se dizer, muitas vezes são problemas graves - graças a seu transtorno psíquico que vem desde sua infância - até aos problemas normais do avanço da idade como perder a chave dentro de casa e ficar trancada dentro de lá dentro, entre outras coisas.

Mas não é só isso. Acho que passei muito tempo me preocupando demais. Olhando demais. E percebendo demais. Meu pai sempre dizia: "Minha filha, você tem um poder incrível de perceber quando as pessoas não estão bem. Você chega aqui, olha para mim e sabe se estou passando mal, se estou nervoso, se estou feliz." Eu ficava tão contente dele "perceber" que eu "percebia".

E falando do meu pai. Nos últimos dias, também tenho pensado muito na minha tia Judith, que também já faleceu.

Sabe, para explicar direito, tenho que contar um pouco da história da minha família paterna - em outro dia acho que conto também o pouco que sei da história da família de minha mãe.

Depois de muita andança, meu pai - que era gaúcho lá de Soledade - veio trabalhar aqui em Londrina como representante comercial. Aqui conheceu minha mãe, que engravidou de mim e os dois se casaram. Então, assim, tornei-me a causa de mais um pequeno núcleo dos Rostirolla iniciar um ciclo familiar fora do Rio Grande do Sul.

Acredito que pouco depois do meu nascimento, minha tia Judith havia ficado viúva e, como meu pai estava preocupado por ela ter ficado sozinha com quatro filhos para criar, pediu para que ela viesse morar em Londrina e ela veio quando eu ainda era bebê.

Para encurtar a história. Quando eu tinha seis anos, meus pais se separaram. Eu e meus irmãos ficamos com ele e minha tia e dois filhos dela vieram morar conosco (duas filhas já estavam casadas). Aí, viramos uma grande família. E Londrina recebeu depois outros Rostirollas, filhos de um outro irmão do meu pai, um tio por quem sempre tive um carinho especial, que acho que é espiritual, já que nunca convivi com ele, o tio Aristênio.

Depois de contar essa pequeníssima parte da história, volto à minha tia Judith (já falecida). Lembro de uma conversa que me deixou espantada. Meu pai já tinha tido o primeiro derrame, mas estava bem. No meio da conversa, minha tia virou-se para mim e falou: "O seu olhar é sempre o mesmo. Lembro de você você pequenininha, com esse seu olhar de tristeza e ele está sempre aí. Você sempre ficava em um canto observando tudo e acompanhando tudo com o olhar." Na hora só pude abraçá-la. Não podia dizer o porquê. Não valia a pena. Acho que no fundo ela sabia o que havia acontecido comigo. Não era culpa de ninguém e era culpa de todo mundo.

E eu contei tudo isso para falar da percepção e de porque eu sou do jeito que sou. Como minha mãe tinha problemas e ela perturbava a família e, ao mesmo tempo, ela demonstrava gostar mais de mim do que dos meus irmãos, praticamente todos - sem perceber - transferiram suas frustrações para mim. É claro que eu via como minha mãe era, mas não entendia direito, então eu não a defendia, mas também não a atacava. Nunca gostei de conversa. Nunca gostei de fofoca. Nunca procurei agradar um, falando mal de outro. Então não falava mal da minha mãe para o meu pai e a família dele, mas não falava mal do meu pai e da família dele, para a minha mãe e, depois, para o meu primeiro padastro - o seu Erani - com quem ela foi casada um tempo.

Aí, o que restava a mim era ficar só observando, percebendo o que acontecia e me fechando em minha concha. Era isso que minha tia percebia, porém não entendia. E naquela época ninguém tinha a intenção de me conhecer realmente, ou de me estender a mão. Na verdade, acho que todos tinham medo de que eu ficasse como minha mãe.

E assim eu fui sendo moldada: percebendo sem ser percebida.

Assim eu vejo, hoje, que me tornei uma mulher invisível, imperceptível. Alguém que, para os que estão próximos de mim, deve estar sempre pronta a cuidar, a olhar, a perceber. Tive uma conversa com meus filhos Raquel e Giancarlo no domingo (29/03)e falei isso. Na verdade, implorei que  olhassem para mim. Que vissem como estou. E acho que talvez isso mude alguma coisa. Por isso, digo que não são só medicamentos e tranquilidade que vão me ajudar a sair do quadro que estou.

Por Lorena Pires Rostirolla

Fonte da imagem: http://pixabay.com/p-147190/?no_redirect

14 de mar de 2015

Um dia de domingo EM CASA

Então, vejamos!

Tenho visto de tudo no mundinho facebookiano e internáutico. E estou, cada vez mais, admirada, espantada, perplexa, e todos e quais mais forem possíveis os adjetivos que definam o que estou sentindo com o que está por vir.

Aí resolvi fazer o que me é possível, como sempre, que é analisar.

E vou começar pela manifestação de amanhã, 15 de março, QUE EU NÃO VOU, É LÓGICO.


E haja paciência para quem quiser ler, porque eu escrevi demais....kkkkk

1º ponto

Já participei de muita manifestação, protesto, movimento DE RUA (vejam que explicitei o objeto indireto "de rua"). E um dos princípios desse tipo de ação é a mobilização.

E aí, me desculpem, amigos facebookianos e internáuticos, vocês que estão indo para uma manifestação dessa não possuem garantia nenhuma que todos(as) que estão dizendo que vão, irão mesmo. Vocês acham que isso não acontecia com a gente? Nós ligávamos (telefone). Mandávamos correspondências. Fazíamos reuniões nos bairros e em vários lugares, antes de chegarmos a fazer uma manifestação de grande porte. Não tínhamos o poder da internet. E, mesmo hoje, acho que as grandes manifestações não devem contar apenas com o mundo virtual.

Então a mobilização é muito importante. E ela não pode se dar por "rearranjamento". Tem de ser magnética. Como um imã, vamos para as ruas - ONDE EXISTA "GENTE" QUE POSSA SE SOMAR À NOSSA MANIFESTAÇÃO - para encorpá-la.

2º ponto

O trajeto é fundamental. Um trajeto aberto, limpo, onde todos possam ver de todos os lugares, onde todos possam ouvir nossas vozes e ver nossos cartazes, bandeiras e manifestantes. De preferência onde não haja muito bloqueio de som - tipo árvores em demasia - ou muitos carros estacionados.

Se escolhemos um trajeto que seja exatamente o contrário do que falei acima - tipo avenida Higienópolis (1ª via do trajeto) - é porque queremos forjar imagens que pareçam que a manifestação é maior do que ela realmente é.

Quanto à segunda parte - avenida Paraná e trecho do calçadão - o que dizer, não é, pessoal? Sou obrigada a passar para o terceiro ponto da minha análise para falar sobre isso.

3º ponto

A escolha do dia é um ponto que merece uma análise minuciosa. Vou começar por um trecho do trajeto. Domingo à tarde. Dia tranquilo. Nenhum(a) trabalhador(a). Nenhuma estabelecimento aberto. Muitas vozes para falar, poucos ouvidos para ouvir e ninguém para contestar. É claro que ninguém que passeia por ali, normalmente, com bichos de estimação,  crianças ou família, vai estar (a não ser que queira se juntar ao movimento). Nem na avenida Paraná e, muito menos, no calçadão.

A escolha do dia, pessoal, é essencial, quando se quer que os outros se somem à sua luta. Apenas não é importante quando se quer se somar a um golpe como o que está se mostrando, cada vez mais, evidente, principalmente, se virmos o que as revistas  Veja, Istoé e Época trazem em suas capas neste final de semana tratando do ato de amanhã e omitindo-se de tratar do ato de ontem (dia 13 de março) - este sim feito em um dia correto SEXTA-FEIRA, DIA QUE TEM GENTE NA RUA, TRABALHANDO, NO TRÂNSITO, ETC...

Bom, voltando ao domingo, dia do grosseiro Faustão, às 15h, e outras mídias esdrúxulas, muitas famílias estarão descansando da extenuante semana de trabalho, muitos trabalhadores estarão trabalhando nos shoppings e alguns londrinenses estarão se manifestando. Acredito que ali na avenida Paraná as imagens vão ficar bonitas. Ou em todo o trajeto e, como a grande maioria tem 3G ou 4G, estaremos recebendo online e ao vivo, pelo facebbok e twitter.

4º ponto

Não existe ato político, sem político.

Essa realmente é de rir.

Se engana quem acha que, porque os organizadores estabeleceram que, conforme noticiado, não serão aceitas bandeiras de partidos políticos e organizações sociais e que os participantes estão orientados a gravar atitudes suspeitas e, ainda, estabelecer que ninguém vá vestido de vermelho ou preto, é uma afronta à inteligência "dos maus", quero dizer, nós, já que eles se denominaram "os bons", que não vai ter ninguém ligado à política.

Eu fico até imaginando se algum(a) desavisado(a) for passear no centro da cidade de preto ou vermelho, que é uma cor que muitas pessoas gostam de usar (eu sou uma delas e não é por causa de política) e for ofendido(a) ou até agredido(a).

Alguém precisa avisar para "os bons" que o que eles estão fazendo é POLÍTICA. E muito mal feita. Sem debate, sem discussão, carregada de preconceito e sem embasamento. E dentre eles(as) há, sim, pessoas e interesses políticos de oposição ao atual governo federal. Poderiam ser, ao menos, sensatos e assumir.

5º ponto

A pauta. Aqui então é de gargalhar como a família da Peppa Pig. Cair no chão de barriga para cima, com as perninhas mexendo e HAHAHAHAHAHAHAHA.

Não se faz manifestação sem manifesto. Manifesto se contextualiza. Você não pontua sem explicar. E você só não explica em duas situações:

a) quando não há consenso

b) quando não há argumentação que convença

Você vai para a imprensa e passa uma pauta generalizada. Vamos a ela:

No item 1 - Cenário político atual (Não queremos ser a nova Venezuela!)

MEU DEUS!!!!! Quando seremos a nova Venezuela? NUNCA.

O Brasil é hoje a sétima maior economia do mundo e o segundo maior exportador de alimentos. É o maior exportador de: soja, café, açúcar, suco de laranja, carne bovina e frango. É o maior país do mundo em combate à fome e à desigualdade social. Tem uma das menores taxas de desemprego do mundo. É o terceiro maior mercado de computadores, o quinto maior mercado de celulares e em invetimentos estrangeiros, o sétimo maior mercado de consumo, a quarta maior indústria naval, o sétimo maior produtor de veículos e o segundo maior em geração de energia elétrica.

Além disso, as políticas hoje traçadas pela presidente Dilma Roussef estão longe de agradar as alas mais extremistas da esquerda brasileira e, inclusive, grande parte dos petistas que a elegeram. Muita medidas ditas de "austeridade" vão de encontro ao que esses mesmos opositores que hoje fomentam as manifestações pelo impeachment queriam, como o acesso mais rígido ao seguro desemprego, por exemplo.

ONDE ESTARÍAMOS "PERTO" DA POLÍTICA DA VENEZUELA???????

No item 2 - Impunidade (Corruptos na cadeia já!)

SIM!!!! ISSO TODOS(AS) OS(AS) BRASILEIROS(AS) QUEREM.

Mas queremos os corruptos e os corruptores também. Virou comércio, indústria, a delação premiada. Gracinha, mesmo, né? Mas isso tem de ser com todos. Não vale só para o PT, não é, pessoal? E não vale só para partido político. Agora aqui no Paraná, surgiu a farra dos auditores fiscais. É lindo de ver. Ou feio demais. Eu, pelo menos, acho horrível. Mas aí todo mundo trata os empresários como heróis porque eles começam a denunciar, porque o c.... está apertando. Então, dá-lhe delação premiada. Ah, a gente tem de prender esses bandidos. Concordo. Tem de prender todos. Os corrompidos e os corruptores. E não me venham com essa conversa de que é o servidor que propõe. Há casos em que ele propõe e há casos em que o cidadão oferta, procura, sonda e, caso ocorra e seja confirmada, a culpabilidade existe. A não ser que haja denúncia prévia.

Outra coisa. Parem com essa frescura de falar: "O negócio é agora.". Olha que discurso bonito o que dizem por aí: "Os petralhas ficam usando o discurso de que o PSDB roubou e é corrupto, que engavetou, para tentar esconder o que estão fazendo. Ficam jogando a culpa no PSDB". Muitos já disseram e eu torno a repetir a corrupção no Brasil é endêmica, sistêmica e tudo que é "êmica" que possam pensar. A verdade está aí para quem quer ver. Não é só PT, não é só PSDB. É o sistema político. Precisamos de reforma política e não é só aquela que vai surgir apenas no Congresso Nacional e no Senado e no Governo Federal. É uma reforma política cultural no seio da sociedade e em todas as Instituições. É uma reforma ética no agir do brasileiro. Na consciência do juiz federal Flávio Roberto de Souza para não usar um carro apreendido e desviar R$ 1 milhão de dinheiro apreendido pelo Tribunal Regional Federal, do empresário Eike Batista, acusado de manipulação de mercado, uso de informação privilegiada, falsidade ideológica, formação de quadrilha e indução do mercado ao erro.

É crime. Tem de ser investigado, apurado. Quem for acusado, tem de ser julgado e, se condenado, tem de ser punido. Quanto ao passado e presente. É só pensar. Se alguém matar hoje ou se matou há 15 anos atrás, o crime é o mesmo? Ou não? 

No item 3 - Petrolão e BNDES (Tirem as mãos do que é nosso!)

Só posso dizer o mesmo que já disse antes com referência ao item 2. Só tenho uma coisa a acrescentar aqui. Se vocês estiverem se referindo a "nosso", significando apenas "os bons", não concordo. O patrimônio brasileiro, aí incluindo a Petrobrás, BNDES (infelizmente aqui não posso citar a Vale, dada de presente, graças à sua privatização que já fez o Brasil perder muito CONHEÇA UM POUCO DA HISTÓRIA) é nosso de todo mundo.

O item 4 - Código Penal (Redução da maioridade penal!)

Ah.... o item 4. Esse item me arrepia. Ao invés de fazer uma discussão séria sobre a punibilidade de crimes no Brasil. Sobre uma revisão séria do Código Penal que possa imputar pena a menor em determinados crimes, como ocorre em outros países. Ao invés de punir, realmente, adultos que utilizam e incitam menores ao crime. É mais fácil reduzir a maioridade penal. Assim nosso sistema prisional, já superlotado e uma escola de criminalidade abriria suas portas para crianças serem melhor ensinadas a serem melhores e piores criminosos, além de serem seviciados, sodomizados, estuprados e mortos, pois seriam os mais frágeis. É claro que ninguém se importaria, até que fosse um dos seus filhos de classe média, ou classe média alta, ou ricos, que possuem livre acesso a todo tipo de drogas e que, por um descuido pode cair em uma dessas apreensões. E aí. É lógico que a culpa vai ser da polícia, do governo, menos dos pais..

Mas o quê!?!?

Eu vou tirar a bunda do meu carro zero? Ou melhor, quase zero, já que eu aproveitei até o final de 2014, o desconto do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para o setor automobilístico, que esse governo fdp... me deu? Eu vou fazer alguma coisa? Não, é mais fácil reduzir a maioridade e jogar essa molecada nas prisões de 4m x 4m, onde deveriam cabe dois, mas estão apinhados 30, por exemplo.

Ai, me desculpem. Não quero generalizar. Sei que muita gente comprou seu carro com sacrifício. E é um direito de todo mundo adquirir bens, ok? Só dei um exemplo sobre certas pessoas, ok? Não é para todo mundo, não.

VOU ABRIR UM PARÊNTESES AQUI: "Porque tem gente que quando fala, por exemplo, de um partido, coloca todos os seus filiados como um bando de vagabundos, bandidos, corruptos. Esquecem que, às vezes, dentre seus amigos, pode estar alguém que goste ou tenha simpatia por ele e sendo honesto, correto, não pode ser confundido com gente que não é. Pode ser que esse partido tenha 15 milhões de filiados, muitos trabalhadores, gente simples, e dentre eles, infelizmente, uma parcela é corrupta, mas aí chega aquela pessoa corretíssima. A perfeição. A imagem de Deus. E joga todo mundo em um caldeirão de merda. E essa pessoa é formadora de opinião. É triste isso, pessoas! Foi só um desabafo....kkkk.... dentro de outro desabafo."

O item 5 - Urnas eletrônicas (Pelo voto impresso e o fim das fraudes!). Esse é o mais engraçado... HAHAHAHAHAHA

OLHA QUE CONTRADITÓRIOS SÃO VOCÊS.

Vocês sabiam que Luiz Inácio Lula da Silva - SIM, O LULA - quando presidente, decretou o voto impresso na urna eletrônica, mas o STF e o Senado revogaram? VEJA O QUE ACONTECEU.

É isso mesmo, gente. Com essa pauta todos concordamos. E isso mostra como vocês não conhecem a história. E pior. A história recente do país. É fundamental reivindicar que o controle das urnas eletrônicas seja revisto e não fique apenas no STF e que a fiscalização seja ampliada. O sistema precisa mudar e deveria ser como nos bancos. Em um banco todos os procedimentos que você realiza, emitem recibo de comprovação. Você paga uma conta e recebe um comprovante de pagamento.

Na eleição deveria ocorrer o mesmo: Você vota e deveria receber um comprovante contendo o seu voto.

Item 6 - Regulação da mídia (Abaixo o controle da mídia e das redes sociais!)

Pessoas, não falem do que vocês não entendem. A maioria de vocês. Pelo menos os que têm formação superior, têm um conselho que regula suas profissões. Se são médicos, CRM. Enfermeiros, COREN. Farmacêuticos, CRF. Advogados, OAB. Engenheiros, CRE. E por aí vai. Assim temos contabilistas, economistas, administradores, magistrados, etc... Comunicação é uma coisa séria. E liberdade de expressão não é dizer tudo que se pensa, sem medir consequências.

Hoje vejo pessoas, inclusive amigos(as) falando coisas nas redes sociais que, tenho certeza, jamais ensinariam a seus filhos. Discursos de ódio. Reproduzindo discursos e imagens claramente montadas e distorcidas. Há alguns dias apareceu na minha linha do tempo uma imagem com três carrinhos de compra com notas de R$ 100,00 e os anos 1998 (cheio), 2005 (meio cheio) e 2012 (com três produtos). Como sou curiosa os três produtos: um litro de leite, que hoje custa cerca de R$ 2,30, um pacote que me parece gordura hidrogenada, que custa cerca de R$ 7,00 e uma garrafa com um líquido branco ou garrafa branca (de plástico) que, por mais que me esforce, tenho certeza que não custava em 2005 R$ 91,70. Então, me poupem.

Você, enquanto cidadão e cidadã, está em uma democracia (GRAÇAS À LUTA DE MUITA GENTE QUE HOJE VOCÊS ESCRACHAM, INCLUSIVE A PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF) e pode dizer o que quiser. Se fizer qualquer coisa que fira a lei e alguém se sentir atingido pode cobrar de você ou via judicial.

Já a mídia tem uma responsabilidade maior. Tanto os veículos quanto os profissionais de comunicação. Isso é um debate que se apresenta urgente. A mídia ou o profissional não pode omitir, não pode, por exemplo, por interesses pessoais ou de grupos, reter informações. Temos aí um caso acontecendo. O jornalista Fernando Rodrigues só divulgou os 22 empresários de mídia e 7 jornalistas estão na lista do HSBC porque a notícia já estava para ser vazada por pessoas que trabalharam na investigação internacional.

7 - Contra o plebiscito constituinte convocado pelo PT! ( Das mãos de vocês não queremos nada!)

GENTE... SINCERAMENTE... QUEM VOCÊS PENSAM QUE SÃO? 

A pauta do PLEBISCITO POPULAR DA CONSTITUINTE é uma pauta interna do Partido dos Trabalhadores (PT), por enquanto.

E eu tenho muito medo de plebiscitos. Me faz lembrar do Referendo sobre o desarmamento de 2005 e do medo promovido por quem fez a propaganda do NÃO, com apoio da grande mídia.

Ainda tenho dúvidas se uma Assembleia Constituinte não teria os mesmos vícios do atual Congresso e Senado. A verdade é que a maioria dos deputados e senadores, ressalvadas as exceções, é contrária a uma reforma política. E uma reforma política, me desculpem, não será feita por nenhum presidente, pois não passará no Congresso e no Senado.

Afinal, você colocou o deputado e senador lá porque votou nele. Ele diz no discurso que é seu representante, porque você votou nele. Mas na prática, mon ami, entre você - com seu voto - e ele, existe quem o financiou. E nessa matemática o fator "reforma política", não entrará, jamais.

Pelo menos, a tentativa de se fazer um plebiscito para uma constituinte é uma via mais democrática.

E ainda falta o último ponto da minha análise: o 6º ponto.

O IMPEACHMENT DA DILMA

Depois de tudo isso, vem a tentativa de destituição do cargo da presidente da República. Uma tentativa que não tem respaldo legal e nem moral, já que não há nada que desabone a conduta da presidente Dilma Rousseff.

Só há o descontentamento de uma parcela da população e descontentes há e sempre houve. E não só no governo dela. Um ódio mortal e irrestrito ao PT. Como se só esse partido governasse. E enquanto isso, aqui no Paraná, só sentimos o cheiro de podre. E aqui o governo é outro. Porém, amanhã, a elite que diz que não é elite vai pedir o impeachment da Dilma. No entanto, não irá pedir o impeachment do Beto Richa. E lá estará, talvez, professores, ou familiares e amigos de professores que fizeram greve contra o governador.

Além disso, esse pedido de impeachment prenuncia uma abertura ao golpe, porque há também toda uma movimentação que assusta. Há um projeto maior e pessoas que se deixam levar. É triste ver a história se repetir.

Por Lorena Pires Rostirolla

Fonte da imagem: http://construindohistria.blogspot.com.br/

8 de mar de 2015

Como quero o 8 de março


É assim que quero o 8 de março.

Fazendo o debate sério no Dia Internacional da Mulher.

Nenhuma flor; nenhum rostinho bonito (de celebridade); nenhum parabéns por eu ter órgãos genitais femininos e ter o "poder" de ser mãe; nenhuma palavra que encha o ego de pessoas que acham que estão comemorando esse dia como se comemora um aniversário, ou o dia dos pais e das mães; pode apagar o verdadeiro sentido do que significa essa data.

Que seja um dia em que as mulheres reflitam se já passaram por violência doméstica (emocional, física ou psicológica); se já se sentiram discriminadas ou passaram por situações constrangedoras no ambiente de trabalho ou em outro ambiente pelo simples fato de serem mulheres; se já se sentiram humilhadas e erotizadas pela forma como a mídia, principalmente a de entretenimento e a publicitária, trata o corpo feminino; se já se sentiram esgotadas com a dupla e, às vezes, tripla, jornada de trabalho; entre outras coisas.

E, ao final de tudo - a partir de hoje - comecemos a pensar que, SIM, conquistamos muito, mas queremos mais.

E podemos mais.

E vamos conquistar mais.

E esse MAIS não é ser MAIS que os homens.

É que esse MAIS que queremos, só nos torna IGUAIS em oportunidades, em direitos, em respeito, em consideração, em valor, em espaço e em poder.

Por Lorena Pires Rostirolla

Notícias importantes para hoje: Saúde da mulher, exploração sexual e aborto: o Brasil precisa rever suas políticas

Fonte da ilustração utilizada: http://www.pd4pic.com/