Nunca vi protesto no Dia das Mães. É sempre a mesma ladainha. As propagandas exaltando a mãe rainha do lar. Mães que, muitas vezes, durante o ano são maltratadas e humilhadas por maridos e filhos(as) e engolem os sofrimentos por um dia de paz e alegria. Um dia em que as pessoas endeusam, não as peculiaridades de cada mulher, mas sim uma figura "vendida" de abnegação e sacrifício que só reforça o machismo e a discriminação.
Desculpem o azedume e amargura. Sou mãe também e adoro ser lembrada.
Mas hoje, ao ver a notícia de mais duas mulher mortas, em Londrina - Valéria Aparecida Motta, 31 anos, assassinada pelo ex-marido que não aceitava a separação, e Daniele Cristina de Araujo, uma adolescente de 13 anos que, segundo informações, pode ter sido assassinada pelo ex-namorado - não me contive.
No próximo Dia das Mães estarei sob protesto e de luto por todas as mulheres violentadas e mortas.
PENSO, LOGO, BLOGO!
Blog inserido no debate político e de fatos importantes do Município de Londrina (y otras cositas más), que pretende trazer a visão desta jornalista e cidadã londrinense. Lorena Pires Rostirolla (MTB/PR 2.943)
26 de abr. de 2010
20 de abr. de 2010
Por trás do anonimato...
O que está por trás do debate sobre publicar ou não os comentários de anônimos é muito mais do que simplesmente aceitar opiniões sem identificação.
O pior é a seleção que os ditos "éticos" blogueiros fazem quando só selecionam os comentários que lhes interessam (isso quando eles mesmos não plantam recadinhos anônimos em seus próprios blogs para gerar polêmica ou expor opiniões que não têm coragem de publicar).
Não vejo a hora de ficar estabelecida legislação apropriada para conter esse tipo de atitude.
Quanto aos amigos e amigas que não estão tendo seus comentários aceitos saibam que meu blog está à disposição. Ah, os inimigos também terão seus comentários aceitos. Desde que não ofensivos.
O pior é a seleção que os ditos "éticos" blogueiros fazem quando só selecionam os comentários que lhes interessam (isso quando eles mesmos não plantam recadinhos anônimos em seus próprios blogs para gerar polêmica ou expor opiniões que não têm coragem de publicar).
Não vejo a hora de ficar estabelecida legislação apropriada para conter esse tipo de atitude.
Quanto aos amigos e amigas que não estão tendo seus comentários aceitos saibam que meu blog está à disposição. Ah, os inimigos também terão seus comentários aceitos. Desde que não ofensivos.
24 de mar. de 2010
Problermas técnicos
Por problemas técnicos de equipamento e internet não tenho atualizado meu blog. Aliado a isso vem outros problemas pessoais que estão mexendo com a minha vida.
Então passei para pedir desculpas a todos e todas e dizer que de vez em quando dão uma passada por aqui.
Então passei para pedir desculpas a todos e todas e dizer que de vez em quando dão uma passada por aqui.
27 de fev. de 2010
Dilma Rousseff já tem 31% da intenção de votos
Nova Pesquisa Datafolha coloca Dilma Rousseff com 31% da intenção de votos. Dilma avança e José Serra (PSDB) regride em todos os cenários levantados na pesquisa. O candidato tucano também é o que tem, hoje, o maior índice de rejeição: 25%.
Leia mais no site http://g1.globo.com
10 de fev. de 2010
Érica, estamos com você.

Londrina toda está sensibilizada com o caso de Érica Pedrão de Brito, que foi atingida por uma pedra (na verdade um pedaço de concreto de cerca de 1,5kg) quando voltava para casa com o namorado Anderson Batista Ambroziak, no sábado (06), entre 1h e 1h30 da madrugada.
A versão de Anderson sobre o ocorrido foi registrada na polícia civil que já abriu o inquérito e está investigando. Segundo ele, ao sair de um churrasco na casa de amigos, para voltar para o centro da cidade, antes de passar pelo restaurante Fogão Caipira, na avenida Celso Garcia Cid, os dois ouviram um barulho e sentiram o baque de um objeto atingindo a lanterna traseira do carro. Enquanto Anderson virou-se para trás para tentar ver o que estava ocorrendo, Érica o avisou da movimentação à frente do carro. Anderson não parou o carro e neste momento, enquanto seguia pela Celso Garcia Cid, várias pessoas estavam vindo em direção ao carro atirando pedras e acertando o veículo com bastões e outros objetos. A única reação de Anderson foi acelerar o carro para sair o mais rápido possível dali. Foi quando uma grande pedra acertou o capô do fusca, depois bateu no parabrisa quebrando-o e acertando a cabeça de Érica. Anderson não viu quando ela foi atingida porque o parabrisa estilhaçou, mas sentiu quando ela desfaleceu em seu ombro. Ele parou o carro quando se sentiu em segurança (a cerca de 200 metros) e percebeu que ela não respirava. Começou então a fazer massagem cardíaca e respiração boca a boca e ela voltou a respirar no mesmo instante que um motorista de um micro-ônibus da TCGL parou e ligou para o Samu, que em menos de dois minutos chegou para prestar o atendimento. Também parou um motorista de um micro-ônibua de empresa particular para prestar socorro. O Samu, ao atender Érica, solicitou a escolta da polícia militar para todos que estavam no local para garantir a segurança para sair do local e irem todos para o Hospital Evangélico, onde Érica está internada em estado grave, com risco de morte.
Esta versão de Anderson é a que ele tem dito para todos e, inclusive, a imprensa. E Anderson reforça: NÃO HAVIA NINGUÉM APARENTE QUANDO ELE ENTROU NA AVENIDA CELSO GARCIA CID E TAMBÉM NÃO HAVIA BLOQUEIO OU BARREIRA À SUA FRENTE. A VIA PARECIA DESERTA E ESCURA NAQUELE MOMENTO E LOGO APÓS ELE PODE PERCEBER QUE AS PESSOAS VINHAM DAS CALÇADAS JÁ ATIRANDO OS OBJETOS.
Do contrário, da parte dos indígenas várias versões foram dadas à imprensa, UMA PARA CADA VEÍCULO DE COMUNICAÇÃO:
- que o Anderson estava bêbado e que jogou o carro em cima das pessoas;
- que ele passou em alta velocidade;
- que ele foi avisado pelos índios para não passar pelo local;
- que foi um revide porque um índio havia levado um tiro um tempo antes;
- que um carro e uma moto passaram atirando nos índios e Anderson e Érica passaram e foram apedrejados como uma reação ao ataque (como se tudo tivesse acontecido ao mesmo tempo);
- que toda ação tem uma reação, como se os indígenas estivessem reagindo ao fato de um índio ter sido atingido por um tiro ou colocando Anderson como agressores e não agredidos;
- que os índios não usaram pedras (não sei se choro ou se rio disso porque a pedra está onde caiu - dentro do carro - com o sangue de Érica);
EU, LORENA PIRES ROSTIROLLA, QUERO DEIXAR BEM CLARO QUE SEMPRE DEFENDI AS MINORIAS, SEUS DIREITOS E SUAS LUTAS, MAS JAMAIS DEFENDEREI A IRRESPONSABILIDADE, O CRIME E O ATAQUE À PESSOAS INOCENTES. FICOU CLARA TAMBÉM A OMISSÃO DO ESTADO, JÁ QUE, MESMO DEPOIS DE UM ÍNDIO LEVAR UM TIRO NÃO HOUVE NENHUMA MOVIMENTAÇÃO DA POLÍCIA PARA GARANTIR A SEGURANÇA DE TODOS. NEM UMA VIATURA FOI ALOCADA PRÓXIMO AO LOCAL EM UMA DISTÂNCIA SEGURA (NOS DOIS SENTIDOS DA VIA PÚBLICA) PARA INFORMAR OS QUE TRAFEGAVAM NAQUELA REGIÃO E DESVIAR O TRÂNSITO. ORA, PRIMEIRO UM ÍNDIO LEVA UM TIRO, DEPOIS UMA MULHER É QUASE MORTA E, MESMO ASSIM DEPOIS DE QUASE DUAS HORAS OUTRO CARRO É APEDREJADO.
TODOS OS QUE ESTÃO CHORANDO E ORANDO PELA ÉRICA COBRAM A RESPONSABILIDADE E AS PROVIDÊNCIAS. TODA A CIDADE DE LONDRINA COBRA ISSO.
E, SE DEPENDER DE MIM, ESTE CASO NÃO SERÁ ESQUECIDO. A ÉRICA É IRMÃ DE MEU GENRO BRUNO. MESMO SE NÃO FOSSE, MINHA INDIGNAÇÃO SERIA IMENSA, MAS ESTANDO PERTO E VENDO O DESESPERO E A TRISTEZA DE TODOS ELA SE MISTURA À DOR, A EXPECTATIVA E A ESPERANÇA DA FAMÍLIA E AMIGOS PARA QUE A ÉRICA SE RECUPERE E POSSA VOLTAR À SUA VIDA NORMAL.
5 de fev. de 2010
Minha frase do dia...
E acho que de muitos dias de minha curta existência:
"Hoje não preciso mais me torturar com a futilidade mental. Só fale comigo se realmente tiver algo a dizer e só espere receber de mim, se estiver pronto a também doar."
Lorena Pires Rostirolla
Lorena Pires Rostirolla
Rei é Rei

Do meu amigo Reinaldo Zanardi em suas Letras Crônicas: "Há muitas edições não acompanho os conflitos existenciais superficiais - mais conhecidos como baixarias - do Big Brother Brasil. Com a 10ª edição não é diferente. Abri uma exceção, para essas letras crônicas e resolvi vasculhar o globo.com e outros veículos."
O trecho é parte da ultima postagem "ENRUSTIDOS E ASSUMIDOS" do Reinaldo e faz uma análise da reafirmação sutil do preconceito, por meio dos rótulos e termos utilizados, principalmente pela mídia.
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