Como todos os outros partidos estão em campanha, ninguém tem coragem de expressar publicamente o seu repúdio ao caos que se instalou em Londrina.
A desculpa: "Vão dizer que estamos fazendo isso porque estamos em campanha."
Pois que estejam. Deveriam se pronunciar enquanto aparelhos políticos que são.
E estou falando de todos os partidos.
Sem exceção.
PENSO, LOGO, BLOGO!
Blog inserido no debate político e de fatos importantes do Município de Londrina (y otras cositas más), que pretende trazer a visão desta jornalista e cidadã londrinense. Lorena Pires Rostirolla (MTB/PR 2.943)
6 de set. de 2012
23 de ago. de 2012
Tarde da noite
Mais uma vez o sono foge e o incrível é que estou exausta. Mais incrível ainda é saber que esta exaustão é que causa minha insônia. É que é uma exaustão emocional.
Deito na cama e, ao invés de carneirinhos, os bichos que pulam a cerca são os meus problemas.
Passa um e eu falo - como Scarlet O'Hara - : "Bom, não vou pensar nisso agora. Amanhã é outro dia. Amanhã eu resolvo."
E aí vem outro problema pular a cerca.
Rezo um Pai Nosso e uma Ave Maria ( essas duas orações me acalmam, de vez em quando) e peço paz para mim e para aqueles a quem amo.
Mas nada de relaxar.
Puts, acabo de me lembrar: amanhã é dia de faxina e a Rosi chega às sete da manhã.
Caramba, agora é que não durmo, mesmo.
Deito na cama e, ao invés de carneirinhos, os bichos que pulam a cerca são os meus problemas.
Passa um e eu falo - como Scarlet O'Hara - : "Bom, não vou pensar nisso agora. Amanhã é outro dia. Amanhã eu resolvo."
E aí vem outro problema pular a cerca.
Rezo um Pai Nosso e uma Ave Maria ( essas duas orações me acalmam, de vez em quando) e peço paz para mim e para aqueles a quem amo.
Mas nada de relaxar.
Puts, acabo de me lembrar: amanhã é dia de faxina e a Rosi chega às sete da manhã.
Caramba, agora é que não durmo, mesmo.
4 de ago. de 2012
Por Reinaldo Zanardi:
Eleição após eleição
Em período eleitoral, voltam a repetir as cenas de sempre. De um lado, os cabos eleitorais (pagos ou convictos) gritando a honestidade de seus candidatos. De outro lado, os cabos eleitorais dos outros (pagos ou convictos) apontado a corrupção dos concorrentes e escondendo os podres de seus.
Os postulantes a um cargo público juram inocência; pregam honestidade; apregoam ética e dignidade; prometem trabalhar arduamente para a coletividade, representando o interesse da maioria, os interesses coletivos da sua comunidade.
Os grandes partidos políticos funcionam como pára-raios angariando siglas nanicas, agremiações de aluguel, mero apoio para completar o tempo da TV num exercício de exaltação das qualidades do candidato majoritário, mesmo que não as tenha.
A imprensa mascara a informação ressaltando os defeitos dos candidatos que não representam seus projetos e esconde os escândalos dos seus aliados. O jornalismo vira propaganda política e o eleitor arrota o noticiário, sem digestão completa.
Eleição após eleição surgem cientistas políticos, alçados à condição de especialistas em qualquer coisa, que dão dicas de como o eleitor deve votar; como escolher o melhor candidato; como analisar uma plataforma de governo e como buscar informações sobre as coligações.
Há muito tempo, os partidos - para conquistar e manter o poder - tornaram-se muito parecidos, sendo difícil distinguir as diferenças. Os dois maiores - PT e PSDB - trocam acusações mútuas de corrupção. Ambos têm razão. Existem desvios de recursos e de conduta nos dois governos. Petistas e tucanos, neste sentido, são assemelhados. O que pode diferir é o tamanho do rombo provocado por eles.
Como desvio é desvio, não interessa se o buraco do outro é maior. Do ponto de vista conceitual, buraco é buraco. O que vai variar é a pena a ser cumprida por quem o cavou. Tudo bem que a justiça não é tão justa quando preconiza e quanto deveria ser.
Se os partidos políticos são parecidos no item conquista e manutenção do poder como analisar a ficha biográfica (ou policial) para escolher o que deve governar por quatro anos? Atrevo-me a uma sugestão: o projeto político que representam e colocam em prática.
Não falo, não peço que meçam esse projeto político pelo programa eleitoral. Afinal, a maioria dos candidatos escreve aquilo que o eleitor quer ler e nem sempre as propostas feitas são exequíveis. Depois de eleitos, as promessas caem no vazio da memória seletiva do eleitor.
Sugiro que os projetos político-partidários sejam analisados pelo seu histórico de propostas à frente do executivo. Geralmente, partido conservador defende o estado mínimo, adora fazer graça para o empresariado com dinheiro público e constrói grandes obras para ter visibilidade.
Geralmente, partido progressista aposta nas políticas afirmativas, distribuindo renda, adora fazer graça com trabalho em rede para proteção ao cidadão e também faz pirotecnias para ter visibilidade política.
E o que tem o eleitor a ver com isso? Ele precisa verificar com qual projeto se identifica e defende para si e os seus. Representante intrínseco do empresariado não representa direitos do trabalhador. Representante intrínseco do trabalhador não representa direitos do empresariado. Não se enganem!
Para ser explicitamente explícito, um exemplo: candidatos eleitos pelo do MST não representam os interesses dos latifundiários do DEM. Assim, como os latifundiários democratas não representam os interesses do MST.
Formar a própria opinião exige um esforço grande de pesquisa, reflexão e confrontação de ideias. A formação da opinião mescla aspectos como experiência pessoal, quantidade e, principalmente, qualidade de informação.
E não devemos confundir opinião pública com opinião tornada pública por meia dúzia de colunistas. Esses despejam suas opiniões e convicções pessoais para o público (opinião tornada pública) como se fossem da maioria (opinião pública).
Se formos politizados na análise e na escolha dos candidatos que representam os projetos que nos satisfazem, poderemos ter governos melhores. Eleição após eleição.
Do blog Letras Crônicas, de Reinaldo Zanardi (jornalista)
Em período eleitoral, voltam a repetir as cenas de sempre. De um lado, os cabos eleitorais (pagos ou convictos) gritando a honestidade de seus candidatos. De outro lado, os cabos eleitorais dos outros (pagos ou convictos) apontado a corrupção dos concorrentes e escondendo os podres de seus.
Os postulantes a um cargo público juram inocência; pregam honestidade; apregoam ética e dignidade; prometem trabalhar arduamente para a coletividade, representando o interesse da maioria, os interesses coletivos da sua comunidade.
Os grandes partidos políticos funcionam como pára-raios angariando siglas nanicas, agremiações de aluguel, mero apoio para completar o tempo da TV num exercício de exaltação das qualidades do candidato majoritário, mesmo que não as tenha.
A imprensa mascara a informação ressaltando os defeitos dos candidatos que não representam seus projetos e esconde os escândalos dos seus aliados. O jornalismo vira propaganda política e o eleitor arrota o noticiário, sem digestão completa.
Eleição após eleição surgem cientistas políticos, alçados à condição de especialistas em qualquer coisa, que dão dicas de como o eleitor deve votar; como escolher o melhor candidato; como analisar uma plataforma de governo e como buscar informações sobre as coligações.
Há muito tempo, os partidos - para conquistar e manter o poder - tornaram-se muito parecidos, sendo difícil distinguir as diferenças. Os dois maiores - PT e PSDB - trocam acusações mútuas de corrupção. Ambos têm razão. Existem desvios de recursos e de conduta nos dois governos. Petistas e tucanos, neste sentido, são assemelhados. O que pode diferir é o tamanho do rombo provocado por eles.
Como desvio é desvio, não interessa se o buraco do outro é maior. Do ponto de vista conceitual, buraco é buraco. O que vai variar é a pena a ser cumprida por quem o cavou. Tudo bem que a justiça não é tão justa quando preconiza e quanto deveria ser.
Se os partidos políticos são parecidos no item conquista e manutenção do poder como analisar a ficha biográfica (ou policial) para escolher o que deve governar por quatro anos? Atrevo-me a uma sugestão: o projeto político que representam e colocam em prática.
Não falo, não peço que meçam esse projeto político pelo programa eleitoral. Afinal, a maioria dos candidatos escreve aquilo que o eleitor quer ler e nem sempre as propostas feitas são exequíveis. Depois de eleitos, as promessas caem no vazio da memória seletiva do eleitor.
Sugiro que os projetos político-partidários sejam analisados pelo seu histórico de propostas à frente do executivo. Geralmente, partido conservador defende o estado mínimo, adora fazer graça para o empresariado com dinheiro público e constrói grandes obras para ter visibilidade.
Geralmente, partido progressista aposta nas políticas afirmativas, distribuindo renda, adora fazer graça com trabalho em rede para proteção ao cidadão e também faz pirotecnias para ter visibilidade política.
E o que tem o eleitor a ver com isso? Ele precisa verificar com qual projeto se identifica e defende para si e os seus. Representante intrínseco do empresariado não representa direitos do trabalhador. Representante intrínseco do trabalhador não representa direitos do empresariado. Não se enganem!
Para ser explicitamente explícito, um exemplo: candidatos eleitos pelo do MST não representam os interesses dos latifundiários do DEM. Assim, como os latifundiários democratas não representam os interesses do MST.
Formar a própria opinião exige um esforço grande de pesquisa, reflexão e confrontação de ideias. A formação da opinião mescla aspectos como experiência pessoal, quantidade e, principalmente, qualidade de informação.
E não devemos confundir opinião pública com opinião tornada pública por meia dúzia de colunistas. Esses despejam suas opiniões e convicções pessoais para o público (opinião tornada pública) como se fossem da maioria (opinião pública).
Se formos politizados na análise e na escolha dos candidatos que representam os projetos que nos satisfazem, poderemos ter governos melhores. Eleição após eleição.
Do blog Letras Crônicas, de Reinaldo Zanardi (jornalista)
3 de ago. de 2012
Prefeituráveis de Londrina (4)
E...
Para o Alexandre Kireeff (PSD) sobre sua atuação no geral:
"Seria interessante se o candidato fizesse um curso sobre Gestão Pública e Direito Administrativo, pois não dá para aplicar os princípios da iniciativa privada (que aliàs não é tão boazinha e certinha assim) no serviço público. A iniciativa privada visa lucro para poucos, enquanto a gestão pública visa um lucro social, ou seja , para toda a coletividade."
O comentário poderia ser feito por qualquer candidato(a).
Para o Alexandre Kireeff (PSD) sobre sua atuação no geral:
"Seria interessante se o candidato fizesse um curso sobre Gestão Pública e Direito Administrativo, pois não dá para aplicar os princípios da iniciativa privada (que aliàs não é tão boazinha e certinha assim) no serviço público. A iniciativa privada visa lucro para poucos, enquanto a gestão pública visa um lucro social, ou seja , para toda a coletividade."
O comentário poderia ser feito por qualquer candidato(a).
Prefeituráveis de Londrina (2)
E ainda...
Para o Valmor (PSOL) quando falou da última administração do PT para a candidata Márcia Lopes (PT):
"Só tenho a dizer que entre um prefeito cassado e outro, tivemos duas gestões do PT (eleição e reeleição) com um prefeito que não foi cassado."
A resposta seria da Márcia Lopes.
E agora!?!?
Eu que acompanhei ativamente o processo de cassação de 2000, hoje, afastada politicamente dos acontecimentos (por vontade própria, que fique bem claro), percebi a diferença de participação popular na segunda-feira (30/07) quando da cassação do prefeito Barbosa Neto.
Será que ninguém viu? Foi um evento morno. E dentro da prefeitura parecia que os(as) servidores(as) estavam anestesiados(as).
Tudo continuava na maior normalidade como se o que estivesse ocorrendo não tivesse a ver com a vida de todos(as) os(as) londrinenses e, especialmente, de todos(as) os servidores(as).
Nos dois dias seguintes a preocupação dos(as) servidores(as) era mais com relação a salário: Será que vamos receber nossos pagamentos nos últimos meses deste ano?
Enfim, ontem e hoje, os(as) trabalhadores(as) da prefeitura começaram a se perguntar sobre os próximos passos dessa administração que já começa a governar, na minha opinião, como um governo de transição - o que não está errado do ponto de vista deles(as), já que o partido do prefeito Joaquim Ribeiro, o PSC, está na maior coligação, com 14 partidos, dentre as seis candidaturas a prefeito(a) de Londrina.
E agora!?!?!
E agora o burburinho é grande.
Minha opinião é que o prefeito Joaquim Ribeiro vai ter muita dor de cabeça e os(as) servidores(as) vão ter de enfrentar um final de mandato com um governo com grandes disputas internas de poder, graças à miscelânea partidária em pleno período eleitoral.
Vamos ver no que vai dar quando for fechada a nova equipe de governo.
Será que ninguém viu? Foi um evento morno. E dentro da prefeitura parecia que os(as) servidores(as) estavam anestesiados(as).
Tudo continuava na maior normalidade como se o que estivesse ocorrendo não tivesse a ver com a vida de todos(as) os(as) londrinenses e, especialmente, de todos(as) os servidores(as).
Nos dois dias seguintes a preocupação dos(as) servidores(as) era mais com relação a salário: Será que vamos receber nossos pagamentos nos últimos meses deste ano?
Enfim, ontem e hoje, os(as) trabalhadores(as) da prefeitura começaram a se perguntar sobre os próximos passos dessa administração que já começa a governar, na minha opinião, como um governo de transição - o que não está errado do ponto de vista deles(as), já que o partido do prefeito Joaquim Ribeiro, o PSC, está na maior coligação, com 14 partidos, dentre as seis candidaturas a prefeito(a) de Londrina.
E agora!?!?!
E agora o burburinho é grande.
Minha opinião é que o prefeito Joaquim Ribeiro vai ter muita dor de cabeça e os(as) servidores(as) vão ter de enfrentar um final de mandato com um governo com grandes disputas internas de poder, graças à miscelânea partidária em pleno período eleitoral.
Vamos ver no que vai dar quando for fechada a nova equipe de governo.
30 de jul. de 2012
Mais um capítulo
Hoje, dia 30 de julho, mais um triste capítulo se encerra. Fico triste em ver Londrina passar por isso novamente.
Fico pensando se aqui terminam também os meus problemas. Fiquei muito tempo afastada do meu blog. Por desânimo e por medo.
Decidi há dois anos e meio me afastar da política partidária. Desencantada e desanimada com muitas coisas, respondi a um apelo dos meus filhos e me recolhi ao exercício da minha comum cidadania. Deixei de militar, mas não deixei de pensar e de agir de forma correta. E, lógico, continuei a fazer política. Mas outro tipo de política, por meio do meu trabalho enquanto servidora pública municipal.
Agora sinto que minhas amarras foram afrouxadas e posso voltar a falar.
Fico pensando se aqui terminam também os meus problemas. Fiquei muito tempo afastada do meu blog. Por desânimo e por medo.
Decidi há dois anos e meio me afastar da política partidária. Desencantada e desanimada com muitas coisas, respondi a um apelo dos meus filhos e me recolhi ao exercício da minha comum cidadania. Deixei de militar, mas não deixei de pensar e de agir de forma correta. E, lógico, continuei a fazer política. Mas outro tipo de política, por meio do meu trabalho enquanto servidora pública municipal.
Agora sinto que minhas amarras foram afrouxadas e posso voltar a falar.
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