PENSO, LOGO, BLOGO!

Blog inserido no debate político e de fatos importantes do Município de Londrina (y otras cositas más), que pretende trazer a visão desta jornalista e cidadã londrinense. Lorena Pires Rostirolla (MTB/PR 2.943)

31 de ago de 2010

Dorina não será esquecida.


Eu, que passei pela angústia de ter reduzida a minha capacidade visual que culminou com a urgência de realizar duas cirurgias de catarata neste mês, não posso deixar de homenagear aqueles e aquelas que lutam pela acessibilidade, qualidade de vida e inclusão social de pessoas portadoras de qualquer tipo de deficiência. Mesmo se não tivesse passado pela experiência faria questão de homenagera as pessoas que lutam por essa minoria tão discriminada e, muitas vezes, esquecida.

É a segunda vez que passo por momentos que me impuseram limitações físicas. Em 2000 sofri um acidente que me deixou de cadeira de rodas durante seis meses, andador cerca de quatro meses e muletas, mais seis meses, do qual ainda tenho sequelas e que me afastaram de minhas atividades por quase dois anos.

Por esse motivo posto aqui matéria sobre falecimento de uma das pioneiras na luta pela inclusão da pessoa com deficiência visual:

Morre pioneira da inclusão social de cegos
São Paulo - A professora Dorina de Gouvêa Nowill, uma das maiores ativistas pela inclusão dos deficientes visuais no País, morreu ontem (dia 29) aos 91 anos. Segundo informações de familiares, ela estava internada havia cerca de 15 dias no Hospital Santa Isabel, na zona oeste, para tratar uma infecção, mas acabou sofrendo parada cardíaca.

A professora ficou cega aos 17 anos por causa de uma doença que os médicos nunca conseguiram entender. Decidiu então dedicar a vida à luta pela inclusão de pessoas na mesma condição.

Com um grupo de amigas, criou em 1946 a Fundação para o Livro do Cego no Brasil, que em 1991 recebeu seu nome. Junto com o Instituto Benjamin Constant, no Rio de Janeiro, a Fundação Dorina Nowill Para Cegos foi uma das pioneiras na produção de livros em Braille, na distribuição gratuita dessas obras para deficientes visuais e no desenvolvimento de técnicas mais modernas para que o cego consiga ler - como livros falados e vozes sintetizadas no computador.

Está no UOL Notícias, com informações do jornal O Estado de S. Paulo.

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